Como pagar fornecedores na China a partir do Brasil

Para pagar um fornecedor chinês a partir do Brasil, a empresa fecha câmbio com um banco autorizado e envia dólares por SWIFT para a conta do fornecedor na China ou em Hong Kong, com o código de finalidade de importação e o número da invoice. As regras do Banco Central permitem pagamento antecipado até 360 dias antes do embarque, e desde fevereiro de 2026 pagamentos ao exterior com stablecoins são operações de câmbio com limites próprios. Este guia cobre o Radar, a DUIMP, as formas de pagamento, as tarifas publicadas pelos bancos, os documentos e os riscos dos caminhos informais.

Por Equipe editorial da HelmPublicado 29 de outubro de 2026Revisado 29 de outubro de 2026

Também disponível em: English

Pontos principais
  • Todo pagamento de importação a partir do Brasil passa por uma instituição autorizada pelo Banco Central do Brasil e leva os dados do remetente e do beneficiário, pelo art. 13 da Resolução BCB 277.
  • O art. 47 da Resolução BCB 277 permite pagar a importação em reais ou em moeda estrangeira, e antecipadamente até 360 dias antes do embarque, ou 1.800 dias para máquinas de ciclo longo.
  • Uma empresa com Radar limitado pode importar até US$ 50.000 ou US$ 150.000 por semestre, então a modalidade do Radar limita o tamanho dos pedidos que ela consegue pagar.
  • A DUIMP já é a declaração de importação padrão para a maior parte das importações aéreas e marítimas, e a antiga DI está sendo descontinuada, com 1º de dezembro de 2026 como data final.
  • O Bradesco publica R$ 900 pela emissão do contrato de câmbio e R$ 450 pela emissão da ordem de pagamento de importação, e os bancos devem informar o custo total (VET) antes de operações à vista de até US$ 100.000.
  • Desde 2 de fevereiro de 2026, a Resolução BCB 521 trata pagamentos com stablecoins ao exterior como operações de câmbio, com limite de US$ 100.000 para pagamentos de SPSAVs a contrapartes que não sejam instituições autorizadas a operar em câmbio.

Como pagar um fornecedor chinês: a resposta curta

A empresa brasileira paga o fornecedor chinês por meio de um contrato de câmbio com um banco ou instituição autorizada. Ela compra os dólares com reais, o banco os envia por SWIFT para a conta do fornecedor na China ou em Hong Kong, e a empresa desembaraça a mercadoria numa declaração de importação que bate com o pagamento. O contrato de câmbio é o registro de cada compra ou venda de moeda estrangeira entre o cliente e uma instituição autorizada pelo Banco Central do Brasil (BCB): valor, taxa, data de liquidação e finalidade. SWIFT é a rede internacional de mensagens que os bancos usam para pagamentos entre países.

A sequência típica de um pedido vindo da China é:

  1. Obter o Radar, a habilitação da Receita Federal que permite à empresa usar o Siscomex, o sistema de comércio exterior do Brasil, e verificar qual limite de Radar se aplica.
  2. Combinar preço, condições de pagamento e Incoterm com o fornecedor, e receber a fatura proforma. O Incoterm é uma regra padrão de comércio, como FOB ou CIF, que define quem paga frete e seguro.
  3. Pedir no Portal Único a licença de importação que a mercadoria exigir, antes do embarque.
  4. Fechar o câmbio do sinal e pagá-lo por SWIFT, com o código de finalidade de importação e os dados do fornecedor.
  5. Pagar o saldo contra cópia do conhecimento de embarque (bill of lading), ou usar carta de crédito ou cobrança documentária.
  6. Desembaraçar a mercadoria numa DUIMP, a declaração única de importação, com valores iguais aos da fatura comercial (commercial invoice).

Para manter dólares e pagar a partir de uma conta em nome da empresa, veja o guia sobre conta em dólar para empresa no Brasil.

Radar, DUIMP e as regras do Banco Central

Radar e Siscomex

O Radar é a habilitação de que uma empresa com CNPJ (o número de inscrição da empresa na Receita Federal) precisa para operar no comércio exterior; sem ele não há importação pelo Siscomex. O pedido é feito pelo sistema Habilita, no Portal Único. Há três modalidades. A expressa atende companhias abertas e suas subsidiárias integrais e empresas públicas, sem limite de operação. A limitada permite importar até US$ 50.000 ou US$ 150.000 por semestre, somando valor aduaneiro, frete e seguro. A ilimitada vale acima de US$ 150.000 por semestre. A modalidade depende dos tributos federais recolhidos, então uma empresa nova costuma começar na faixa de US$ 50.000. Planeje o tamanho do pedido dentro do limite do seu Radar antes de pagar o sinal.

DUIMP e o fim da DI

A DUIMP (Declaração Única de Importação) é registrada no Portal Único e já é a regra geral para a maior parte das importações aéreas e marítimas de empresas com Radar ilimitado ou expresso. A antiga DI (Declaração de Importação) está sendo descontinuada, com 1º de dezembro de 2026 como data final. A DUIMP puxa os dados do produto do Catálogo de Produtos da empresa, e seus valores devem bater com a fatura comercial; pequenas diferenças podem travar o registro.

Regras do Banco Central para pagar importação

A Resolução BCB 277, de 31 de dezembro de 2022, é o regulamento principal do mercado de câmbio. O art. 47 diz que a importação pode ser paga em reais ou em moeda estrangeira e permite pagamento antecipado até 360 dias antes do embarque, ou até 1.800 dias para máquinas e equipamentos de ciclo longo. O art. 13 exige que todo pagamento de ou para o exterior passe por instituição autorizada e leve os dados do remetente e do beneficiário, incluindo, para remetente brasileiro, nome, número de identificação, endereço e identificador da conta ou CNPJ. O cliente classifica cada operação com um código de finalidade, com uma lista reduzida de códigos até US$ 50.000 e uma lista detalhada acima disso.

RegraO que dizFonte
Modalidades de RadarExpressa (sem limite); limitada (US$ 50.000 ou US$ 150.000 por semestre); ilimitada (acima de US$ 150.000)Receita Federal, segundo resumo da DHL
Declaração de importaçãoDUIMP no Portal Único; DI descontinuada, data final 1º de dezembro de 2026Siscomex, segundo resumo da DHL
Moeda do pagamento de importaçãoReais ou moeda estrangeiraRes. BCB 277, art. 47
Pagamento antecipadoAté 360 dias antes do embarque; até 1.800 dias para máquinas e equipamentos de ciclo longoRes. BCB 277, art. 47
Dados do pagamentoDados do remetente e do beneficiário em todo pagamento de ou para o exteriorRes. BCB 277, art. 13
LiquidaçãoContratos à vista liquidam em até dois dias úteis, sem contar dias não úteis na praça de qualquer das moedasRes. BCB 277, art. 38
Informação do custo totalA instituição informa o VET antes de operações à vista de até US$ 100.000Res. BCB 277, art. 18

Fontes: Banco Central do Brasil, Resolução BCB 277; DHL, importações pelo Siscomex. Conforme publicado em 29 de outubro de 2026. Confirme as regras vigentes com seu banco e seu despachante aduaneiro.

Como o dinheiro chega ao fornecedor chinês

A maioria dos fornecedores chineses fatura em dólar, e muitos faturam por meio de uma trading de Hong Kong com conta bancária em Hong Kong. O importador brasileiro paga de uma das formas abaixo. Em qualquer caso, o beneficiário do pagamento deve ser a empresa que aparece na fatura comercial da sua DUIMP.

O fornecedor pedeComo pagar a partir do BrasilO que conferir
USD numa conta de empresa em Hong KongContrato de câmbio com seu banco e transferência SWIFT em USDA empresa de Hong Kong é a vendedora na fatura
USD numa conta na China continentalContrato de câmbio e transferência SWIFT em USDO banco do fornecedor confere contrato e fatura antes de creditar
Yuan (CNY) numa conta na China continentalPergunte ao seu banco se ele fecha câmbio em yuan e a que taxaCompare a cotação em yuan com o caminho em dólar
Carta de créditoSeu banco emite a carta; o fornecedor recebe contra documentosOs documentos devem bater exatamente com a carta
Cobrança documentáriaOs bancos entregam os documentos de embarque a você contra pagamentoO fornecedor corre mais risco do que na carta de crédito

Formas de pagamento descritas neste guia; conferências do lado do fornecedor segundo o resumo do PNC Bank sobre as regras cambiais da China para comércio de mercadorias. Conforme publicado em 29 de outubro de 2026.

Pagar em yuan

Em 7 de fevereiro de 2023, o Banco Popular da China autorizou o ICBC Brasil a atuar como banco de compensação de renminbi no Brasil, segundo a Reuters. Um banco de compensação liquida pagamentos em yuan localmente, o que pode encurtar a cadeia de uma transferência em yuan. Se o seu banco oferece câmbio em yuan, e a que taxa, varia de banco para banco. Pagar em yuan poupa uma conversão ao fornecedor, mas não a você, então compare o custo total dos dois caminhos.

O que o banco do fornecedor confere

A China administra o câmbio por meio da State Administration of Foreign Exchange (SAFE). Segundo o resumo do PNC Bank, a empresa chinesa precisa estar na lista da SAFE de empresas com operações cambiais de comércio de mercadorias, e o banco do fornecedor verifica cada recebimento com documentos como contrato, fatura e declaração aduaneira. O mesmo resumo diz que remetente e beneficiário devem ser as partes do contrato. A regra brasileira do art. 13 faz o seu pagamento levar seu CNPJ e seu nome, o que ajuda o banco do fornecedor a fazer essa conferência. Para o lado do fornecedor, como as fábricas chinesas faturam e como pagar uma conta em Hong Kong, veja o guia em inglês sobre como pagar fornecedores na China.

Sinal, saldo e condições de pagamento

A condição de pagamento define quando os reais são convertidos, quando o dinheiro sai do Brasil e o que você tem em mãos em troca.

CondiçãoComo funcionaEncaixe nas regras brasileiras
Pagamento antecipado (sinal)Você paga parte do pedido antes da produção, muitas vezes 30%Permitido até 360 dias antes do embarque (art. 47); mantenha dentro do limite do Radar
Saldo contra cópia do BLVocê paga o restante depois do embarqueUm segundo contrato de câmbio para o mesmo beneficiário
Carta de créditoSeu banco se compromete a pagar o fornecedor quando ele apresentar documentos de acordo com a cartaHá comissões bancárias; divergências atrasam o pagamento
Cobrança documentáriaOs bancos trocam os documentos de embarque pelo seu pagamento, sem garantia bancáriaO fornecedor corre mais risco do que na carta de crédito
Prazo do fornecedorO fornecedor embarca primeiro e você paga depoisPago por contrato de câmbio no vencimento; pergunte ao banco sobre eventual registro

Regra de pagamento antecipado: Banco Central do Brasil, Resolução BCB 277, art. 47. Conforme publicado em 29 de outubro de 2026.

A carta de crédito é a promessa escrita do banco de pagar ao vendedor quando ele apresentar documentos de acordo com os termos da carta. Na cobrança documentária, os documentos de embarque circulam pelos bancos, e você só os recebe depois de pagar ou aceitar uma letra de câmbio. Um fornecedor que nunca vendeu para você pode pedir carta de crédito no primeiro pedido e aceitar sinal e saldo nos seguintes.

Como o contrato à vista liquida em até dois dias úteis, sem contar dias não úteis na praça de qualquer das moedas, um feriado nos EUA pode atrasar um pagamento em dólar. Feche o câmbio com antecedência para que o fornecedor receba antes da data da fatura.

Quanto custa: tarifas publicadas pelos bancos

Cada banco brasileiro publica suas próprias tarifas de câmbio. A tabela mostra as tarifas de um banco para empresas, como exemplo dos itens a orçar em cada pedido.

ItemTarifa publicada
Contrato de câmbio, emissãoR$ 900 por contrato
Contrato de câmbio, alteraçãoR$ 675
Contrato de câmbio, cancelamentoR$ 675 por contrato
Câmbio simplificado, importaçãoR$ 900 por contrato
Emissão de ordem de pagamento, importaçãoR$ 450 por emissão
Transferência de ordem de pagamento ao exteriorR$ 675
Cobrança do exterior, registroR$ 450 por título
Cobrança do exterior, permanência mensalR$ 135 por título por mês

Fonte: Bradesco, tabela de tarifas de operações de câmbio para pessoa jurídica, vigente desde 1º de maio de 2024, conforme publicado em 29 de outubro de 2026. Outros bancos definem suas próprias tarifas.

Pergunte ao banco quais desses itens se aplicam a um pagamento de importação comum, porque a tarifa do contrato e a da ordem de pagamento podem ser cobradas juntas. Três custos ficam fora da tabela. O primeiro é a taxa de câmbio, em geral o maior custo. O segundo é o IOF, o imposto federal sobre operações financeiras, que incide no câmbio com alíquotas fixadas por decreto. O terceiro são as tarifas dos bancos correspondentes no caminho até a China.

O VET (Valor Efetivo Total) é o custo total de uma operação de câmbio em reais por unidade de moeda estrangeira, somando taxa, tributos e tarifas. Pelo art. 18 da Resolução BCB 277, a instituição deve informá-lo antes de operações à vista de até US$ 100.000. Compare o VET, e não só a cotação, ao escolher onde fechar o câmbio.

Envie os pagamentos SWIFT com a opção de tarifas OUR, em que você paga todas as tarifas da transferência e o fornecedor recebe o valor integral da fatura. Na opção SHA, as tarifas são divididas e os descontos dos bancos intermediários saem do valor enviado. Na BEN, todas as tarifas ficam com o fornecedor.

Documentos que ligam o pagamento ao desembaraço

O banco, a aduana e o banco do fornecedor conferem os mesmos dados: nome do fornecedor, número da fatura, valor e finalidade do pagamento. Mantenha esses dados idênticos em todos os documentos.

EtapaDocumentoEmitido por
Antes do pedidoHabilitação no Radar; itens no Catálogo de Produtos; fatura proformaReceita Federal; importador; fornecedor
Antes do embarqueLicença de importação (LPCO) no Portal Único, quando a mercadoria exigirÓrgãos como Anvisa, MAPA ou Inmetro
Cada pagamentoContrato de câmbio com código de finalidade e dados do beneficiário; comprovante SWIFTImportador e banco
Depois do embarqueConhecimento de embarque (BL), fatura comercial, romaneio (packing list)Transportador e fornecedor
DesembaraçoDUIMP com valores iguais aos da fatura comercialImportador ou despachante aduaneiro
Depois do desembaraçoContratos de câmbio, faturas e DUIMP arquivados juntosImportador

Fontes: Resolução BCB 277, art. 13; DHL, importações pelo Siscomex. Sequência típica; as exigências variam conforme o produto. Conforme publicado em 29 de outubro de 2026.

O conhecimento de embarque é o documento que a companhia marítima emite ao receber a carga. Peça ao fornecedor uma cópia antes de pagar o saldo e confira se embarcador, consignatário e mercadoria batem com a fatura. Se a fatura final for diferente da proforma, liquide a diferença num contrato de câmbio próprio e mantenha os valores da DUIMP alinhados com a fatura final.

Agentes, doleiros e stablecoins: as regras de 2026

Alguns importadores pagam por meio de um agente de compras, de um operador de câmbio informal ou de um vendedor de stablecoins, em vez de um contrato de câmbio em nome próprio. Estes são os fatos que o importador deve pesar.

  • Pagamentos internacionais passam por instituições autorizadas. O art. 13 da Resolução BCB 277 exige que pagamentos de e para o exterior passem por instituição autorizada a operar no mercado de câmbio, com os dados do remetente e do beneficiário.
  • Pagamento com stablecoin é operação de câmbio. Desde 2 de fevereiro de 2026, a Resolução BCB 521 inclui no mercado de câmbio os pagamentos internacionais com ativos virtuais e a compra ou venda de stablecoins como USDT e USDC. O cliente informa um código de finalidade e os dados da contraparte no exterior.
  • Há limites para pagar a carteira do fornecedor. Uma sociedade prestadora de serviços de ativos virtuais (SPSAV) só pode fazer pagamento internacional com ativos virtuais a contraparte que não seja instituição autorizada a operar em câmbio até US$ 100.000. Pagamentos de interesse de terceiros são proibidos, exceto quando o prestador atende instituição autorizada a operar em câmbio que atua no interesse de seus clientes.
  • Prestadores de eFX não podem usar stablecoins. Desde 1º de outubro de 2026, a Resolução BCB 561 proíbe o uso de ativos virtuais como meio de pagamento entre o prestador de eFX e sua contraparte no exterior.
  • O banco do fornecedor pode questionar pagamento feito por terceiro. As regras da China esperam que o pagador seja a parte do contrato.

Onde a Helm se encaixa

A Helm é uma empresa de tecnologia financeira, não um banco. As contas ficam em instituições parceiras reguladas. A conta Helm dá à sua empresa dados de conta em USD em nome próprio, com routing number e número de conta americanos que recebem ACH, Fedwire e SWIFT.

Para uma empresa brasileira que compra da China, funciona assim:

  • Pagar fornecedores em USD. Envie pagamentos internacionais por SWIFT a partir da conta da sua empresa para a conta em USD do fornecedor na China ou em Hong Kong, vendo a taxa, a tarifa e o prazo previsto antes do envio.
  • Usar dólares recebidos do exterior. Se a empresa também exporta ou vende serviços para fora, os clientes podem pagar na conta em USD, e você paga fornecedores com o mesmo saldo.
  • Converter stablecoins. Você pode receber USDC ou USDT e convertê-los em USD dentro da conta. Transferir stablecoins da própria empresa de um prestador brasileiro para uma conta no exterior é transferência internacional com ativos virtuais pela Resolução BCB 521.
  • Financiar o pedido. Financiamento ao comércio exterior, como financiamento a fornecedores e capital de giro, é estruturado caso a caso.

A conta Helm fica fora do Brasil, então o saldo é capital brasileiro no exterior, com declaração anual ao BCB quando os ativos no exterior chegam a US$ 1 milhão ou mais em 31 de dezembro (Resolução BCB 279). Confirme com seu contador e seu despachante aduaneiro como um pagamento feito de conta no exterior é registrado em relação à DUIMP. Cada conta tem um gerente de conta dedicado, e as perguntas de análise são respondidas por escrito em até um dia útil. A Helm combina os preços com cada empresa por escrito antes da abertura da conta.

Checklist para pagar um fornecedor chinês a partir do Brasil

  • Confira a modalidade do seu Radar e o limite semestral antes de fechar o tamanho do pedido.
  • Peça a licença de importação no Portal Único antes do embarque.
  • Confira se o vendedor na fatura, na DUIMP e no pagamento é a mesma empresa.
  • Peça o VET, e não só a cotação, antes de fechar cada contrato de câmbio.
  • Use o código de finalidade de importação e informe o número da fatura em cada pagamento.
  • Envie cada pagamento por SWIFT com tarifas OUR.
  • Pague o saldo contra cópia do conhecimento de embarque, ou use carta de crédito com um fornecedor novo.
  • Arquive cada contrato de câmbio com a fatura e a DUIMP do pedido.

Para receber dólares de clientes no exterior e usá-los nas compras, veja o guia como receber dólares do exterior.

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Perguntas frequentes

Como pagar um fornecedor na China a partir do Brasil?

Feche um contrato de câmbio com um banco ou instituição autorizada e envie dólares por SWIFT para a conta do fornecedor na China ou em Hong Kong, com o código de finalidade de importação e o número da fatura. Pague o saldo contra cópia do conhecimento de embarque, ou use carta de crédito com um fornecedor novo.

O que é contrato de câmbio?

É o registro de cada compra ou venda de moeda estrangeira entre o cliente e uma instituição autorizada pelo Banco Central do Brasil, com valor, taxa, data de liquidação e finalidade. Toda conversão de reais em dólares para pagar uma importação passa por um.

Com quanta antecedência posso pagar um fornecedor chinês?

O art. 47 da Resolução BCB 277 permite pagamento antecipado até 360 dias antes do embarque, ou até 1.800 dias para máquinas e equipamentos de ciclo longo. Mantenha o sinal dentro do limite do seu Radar.

Preciso de Radar para importar da China?

Sim. O Radar é a habilitação de que uma empresa com CNPJ precisa para importar pelo Siscomex. O Radar limitado permite importar até US$ 50.000 ou US$ 150.000 por semestre, e o ilimitado vale acima de US$ 150.000.

O que substituiu a DI?

A DUIMP, a declaração única de importação registrada no Portal Único, já é a regra geral para a maior parte das importações aéreas e marítimas de empresas com Radar ilimitado ou expresso. A DI está sendo descontinuada, com 1º de dezembro de 2026 como data final.

Posso pagar o fornecedor chinês em yuan a partir do Brasil?

Depende do seu banco. O Banco Popular da China autorizou o ICBC Brasil como banco de compensação de renminbi no Brasil em fevereiro de 2023, segundo a Reuters, mas cada banco decide se oferece câmbio em yuan e a que taxa.

Quanto os bancos cobram para pagar uma importação?

Cada banco publica suas tarifas. O Bradesco lista R$ 900 pela emissão do contrato de câmbio e R$ 450 pela emissão da ordem de pagamento de importação, mais a taxa de câmbio, o IOF e as tarifas dos correspondentes. Peça o VET, que soma taxa, tributos e tarifas.

Posso pagar um fornecedor chinês com USDT a partir do Brasil?

Desde 2 de fevereiro de 2026, pagamento internacional com stablecoins é operação de câmbio pela Resolução BCB 521. Uma sociedade prestadora de serviços de ativos virtuais só pode pagar contraparte que não seja instituição autorizada a operar em câmbio até US$ 100.000, com código de finalidade e dados da contraparte.

Por que o fornecedor chinês pede pagamento numa conta em Hong Kong?

Muitas fábricas chinesas vendem por meio de uma trading de Hong Kong com conta bancária em Hong Kong. Garanta que a empresa de Hong Kong seja a vendedora na fatura comercial da sua DUIMP, para que pagamento e documentos de importação batam.

É seguro pagar um fornecedor chinês por meio de um agente no Brasil?

As regras brasileiras exigem que pagamentos ao exterior passem por instituições autorizadas, com dados do remetente e do beneficiário, e as regras chinesas esperam que o pagador seja a parte do contrato. Um pagamento feito por agente não bate com a sua DUIMP e pode ser questionado pelo banco do fornecedor.

Referências

  1. Banco Central do Brasil: Resolução BCB nº 277, de 31 de dezembro de 2022 (mercado de câmbio)
  2. Banco Central do Brasil: Resolução BCB nº 521, de 10 de novembro de 2025 (serviços de ativos virtuais no mercado de câmbio)
  3. Banco Central do Brasil: Resolução BCB nº 561, de 30 de abril de 2026 (eFX)
  4. Banco Central do Brasil: Resolução BCB nº 279 (capitais brasileiros no exterior)
  5. DHL: importações pelo Siscomex no Brasil
  6. Bradesco: operações de câmbio, tabela de tarifas para pessoa jurídica
  7. Reuters via Kitco: Banco Popular da China autoriza o ICBC Brasil como banco de compensação de yuan (21 de fevereiro de 2023)
  8. PNC Bank: regras cambiais da China para o comércio de mercadorias
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Este guia é informação geral para empresas, não aconselhamento financeiro, jurídico ou tributário. Regras, tarifas e prazos foram verificados nas fontes listadas na data de revisão e podem mudar.